Recentemente, depois de um adiamento de quase 2 anos, excluí minha conta do Instagram. Não posso dizer que tenha sido uma decisão difícil, racionalmente falando, uma vez que a balança das razões entre manter ou não a rede pendiam sempre, e com muita folga, para sua exclusão.
No entanto, a principal razão para eliminá-la em definitivo era a mesma que me mantinha refém, mesmo a após a decisão ter sido tomada tempos atrás. Essa razão, se é que se pode chamar assim, é sua própria lógica de funcionamento. Mais honesto dizer “conjunto de lógicas de funcionamento” porque a coisa vai muito além da retroalimentação de vieses ou do receio de um apagamento digital.
No fim das contas, o que eu entendo e espero de uma rede de fotografias é me atualizar sobre meus chegados. Amigos que reencontrei depois de anos, amigos que mal vejo por mudanças minhas e deles, enfim, contato real, ainda que mediado. Mas quem se sente confortável para se expressar livremente num ambiente como o Instagram ou como qualquer rede que se supõe pessoa mas não se dissocia do Linkedin em performance, salpicada por amigos de bebedeira da adolescência e contatos profissionais? É simplesmente impossível, não se tem nenhum dos dois mundos ali, porque a permeabilidade ou impermeabilidade de ambos não é total.
Meus amigos e familiares mal postam qualquer coisa que não seja um story e, como a rede já entendeu no que eu clico, dificilmente os destaca, opta antes por me entregar qualquer novidade literária ou motociclística. A Vahna sempre vem antes de Thiago, qualquer um deles.
Fora isso, o tempo mal usado. O tempo que se perde sem que nada no scrolling seja relevante o bastante para ser carregado ao longo do dia, em 90% dos dias.
Mas não digo que tudo é uma bobagem, digo apenas que para mim não compensa e, ainda assim, boas conversas e memórias ali residem, nos arquivos da Meta. Sobre isso, o que pretendo fazer é postar aqui, aos poucos, parte meu feed, que não era tão grande.
Por hoje, algumas fotos cujos momentos de captura ainda seguem vívidos em minha péssima memória.


























