
Cima esq.: ? / Lúcia / Dinda / Dindo / eu. | Baixo esq.: Paulinho, Papai, Thiago.
Ao longo dos últimos meses me surpreendo frequentemente pensando em meu primo, Paulo. Paulinho, pra ser mais justo, uma vez que, como eu, por ter o nome do pai, arrastava o peso do diminutivo.
Meu primo e eu começamos a conviver por volta do meus 8 anos de idade após termos, meu irmão e eu, voltado a ter contato com papai aos finais de semana, passado um hiato pós-divórcio de mais de ano, e durante o qual, vim saber anos mais tarde, papai alternou seus dias entre orgias e depressão, pulsão de morte e de vida, o que faz todo sentido se tratando dele.
Paulinho morava na rua de trás e estava sempre lá em casa aos sábados. A relação dele com papai tinha muito mais de uma relação entre pai e filho do que, por exemplo, a que meu irmão ou eu jamais alcançaríamos; e, honestamente, isso nunca me enciumou. Sendo ele uma das poucas pessoas a me tratar como um indivíduo, evitando a demasiada infantilização e o deboche corriqueiro, e por frequentemente dedicar seu tempo a ouvir e responder minhas perguntas mais estapafúrdias, passei a enxergá-lo como um irmão mais velho, um modelo a ser seguido e, isso evoluiu para que eu, em poucos meses de convívio, quisesse ser como ele.
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